sexta-feira, 2 de abril de 2010

O Estudo da Geografia Em Projetos

Atualmente, muito se vem discutindo sobre a didática de projetos. A organização dos objetivos de aprendizagem, conteúdos e atividades que ocorrem em sala de aula por meio de projetos constitui um recurso didático que facilita o trabalho do professor e, ao mesmo tempo, permite um envolvimento mais consciente do aluno em seu próprio processo de aprendizagem.
Um projeto de trabalho representa uma macro situação de ensino através da qual o professor desencadeia uma seqüência de atividades voltadas para a realização de um produto final, compartilhado com os alunos. Ao compartilhar um objetivo de aprendizagem com os alunos, o professor promove a oportunidade de os alunos assumirem compromissos, definirem papéis e construírem uma maior consciência de sua atuação na escola, pois sabem por quê e para quê estudam um determinado assunto.
Em nossa concepção, todo projeto de trabalho deve permitir dispor do tempo didático de forma flexível, pois sua duração corresponde ao tempo necessário para se alcançar um objetivo: pode durar alguns dias ou alguns meses. Deve também se caracterizar por uma tarefa coletiva composta por diversas subtarefas. Para a sua execução é preciso:
planejar, prever e dividir responsabilidades;
aprender conhecimentos específicos relativos ao tema estudado;
desenvolver capacidades e procedimentos específicos das áreas envolvidas;
se possível, usar recursos tecnológicos;
aprender a trabalhar em grupo agindo de acordo com as normas, valores e atitudes;
controlar o tempo, dividir e redimensionar as tarefas;
avaliar os resultados em função do plano inicial.
Essa característica de partilha do planejamento, inerente ao desenvolvimento do projeto, favorece o necessário compromisso do sujeito que aprende com sua própria aprendizagem, pois é muito mais produtiva a aprendizagem quando o grupo que realiza o projeto conta com a participação de cada um para que, juntos, possam alcançar uma meta comum.
No que se refere especificamente ao ensino da História e da Geografia, o trabalho com projetos representa uma solução para o professor. Através deles, ele poderá trabalhar de forma mais flexível com uma maior diversidade de conteúdos, indo além daqueles tradicionalmente abordados nos livros didáticos. Além disto, os projetos permitem integrar conteúdos da História e da Geografia entre si e também com conteúdos das demais áreas de conhecimento, sobretudo a Língua Portuguesa. Essa integração proporciona ao aluno a oportunidade de estabelecer relações entre fatos, conceitos e procedimentos das diferentes áreas para o entendimento de um fenômeno social ou natural. Isto é especialmente interessante quando se pretende que os alunos construam compreensões cada vez mais amplas sobre uma mesma temática, vindo a percebê-la desde diferentes pontos de vista.
O trabalho com projetos, porém, deve considerar as especificidades de cada uma das áreas envolvidas, pois essa forma de organizar o trabalho não representa sua diluição em um único trabalho, pelo contrário. Nesse sentido, é interessante que o professor defina quais são os objetivos e conteúdos específicos de cada uma das áreas envolvidas no projeto.
Vale a pena ressaltar que o envolvimento dos alunos em um projeto de estudo é algo essencial. Eles precisam atribuir algum sentido a este projeto, identificar sua relevância intelectual ou mesmo social. Um problema que os desafie a buscar informações, trocar idéias, discutir e tomar decisões é uma forma interessante de iniciar um projeto. Determinar com os alunos as etapas que serão percorridas para que esse problema seja solucionado, definir prazos e tarefas, combinar a função de cada aluno ou grupo de alunos (bem como a do professor) nesse trabalho coletivo são outros aspectos a serem considerados.
Existem alguns procedimentos do trabalho de pesquisa que o professor deverá ensinar aos alunos, a fim de que eles possam aprender a realizar pesquisas e também adquirir uma maior consciência de seu processo de aprendizagem. Estes procedimentos podem ser compartilhados através de roteiros nos quais as etapas do projeto de estudo que será desenvolvido são discutidas e decididas com os alunos.
Roteiro de pesquisa:
• O que queremos saber? Definir com os alunos quais as perguntas que eles gostariam de ver respondidas a respeito do tema a ser pesquisado. • O que precisamos para saber responder? Definir um cronograma de pesquisa com as ações necessárias para responder às perguntas levantadas. • Onde encontramos o que precisamos? Levantar com os alunos quais as fontes de informação que podem ser consultadas. O professor pode sugerir a utilização de enciclopédias, revistas, atlas, livros paradidáticos, filmes, documentários etc. • Como obtemos os materiais de que necessitamos? O professor deve orientar os alunos sobre como obter os materiais de pesquisa, ensinando-lhes a consultar uma biblioteca, a realizar uma entrevista e também a organizar um arquivo das informações levantadas. • Como apresentamos os resultados da pesquisa? Definir com os alunos a forma de apresentação final dos resultados da pesquisa. • Como avaliamos aquilo que aprendemos? O professor pode retomar as questões levantadas no início da pesquisa e avaliar com os alunos quais foram respondidas e quais não. Será uma boa ocasião para discutir sobre as perguntas que surgiram ao longo do projeto e aquelas que ficaram sem respostas.
É importante que os projetos realizados tenham algum tipo de fechamento, pois assim os alunos podem compartilhar com os demais colegas da escola ou mesmo com seus familiares os conhecimentos aprendidos durante o estudo. Esse fechamento pode ser materializado através de um produto final, cuja elaboração pode ser decidida com os alunos, que desse modo poderão aprender a definir funções e dividir o trabalho.
Por outro lado, é interessante que esse produto envolva mais de uma linguagem, não apenas a escrita. A produção de livros ilustrados, painéis, cartazes, maquetes, álbuns, folhetos, seminários, exposições, campanhas, dramatizações e instalações são alguns dos produtos que podem ser feitos, sempre considerando a autonomia dos alunos e o papel do professor como colaborador e facilitador.
História, Geografia e o ensino da leitura e da escrita:
Ao longo do primeiro e do segundo ciclos do Ensino Fundamental, a formação do estudante é concretizada na medida em que as crianças aprendem a utilizar a leitura e a escrita em seus estudos. Afinal, aprender a ler e escrever é algo fundamental e o ensino de Geografia e de História pode potencializar essas aprendizagens, incentivando o contato dos alunos com diferentes tipos de texto, a argumentação oral e o registro escrito dos conhecimentos aprendidos.
A maioria das crianças, quando ingressa na escola, está começando a consolidar uma série de questões relativas à escrita convencional. Embora nem todas dominem o código alfabético, é essencial que tenham a oportunidade de ler e escrever em situações reais, significativas do ponto de vista da aprendizagem. Aprender a ler é aprender a buscar informações em fontes escritas de qualidade; aprender a escrever é aprender a registrar e comunicar informações e conhecimentos, através da produção de textos próprios.
No entanto, é muito comum que na escola o aluno tenha acesso somente ao livro didático e que as atividades de Língua Portuguesa se restrinjam à leitura e à escrita de maneira escolarizada, ou seja, não apresentam vínculo com situações reais de uso e nem promovem o conhecimento de outros registros. Num projeto de História ou de Geografia, os alunos têm contato com diferentes tipos de texto e com situações de comunicação oral variadas. Eles podem, por exemplo, realizar entrevistas para obter dados referentes à história local ou, ainda, utilizar receitas culinárias para conhecer a geografia do lugar onde vivem.
Tornar os alunos experientes no uso da língua implica, necessariamente, colocá-los em diversas situações reais de produção de texto, como, por exemplo, preparar um discurso, fazer uma apresentação para a televisão, escrever um livro de histórias, contar para os colegas uma história que tenha lido ou ouvido etc. O domínio da língua tem estreita relação com a possibilidade de plena participação social, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende seus pontos de vista e também dos outros, partilha ou constrói visões de mundo, desfruta e amplia suas opções de lazer e produz conhecimentos. Para propiciar aos alunos o domínio da língua, é preciso "invadir" a escola com atividades orais e escritas, como uma grande campanha em prol do saber ler, escrever, ouvir e falar com competência.
Uso de recursos tecnológicos nos projetos de trabalho:
O trabalho com projetos favorece o uso de recursos tecnológicos por parte dos alunos de forma contextualizada. Ou seja, através de um projeto o aluno pode aprender a usar o rádio, a televisão, o gravador, o computador, o videocassete, a internet etc. em contextos de pesquisa ou de organização dos dados obtidos durante o estudo. É preciso reconhecer a necessidade de uma mudança de postura em relação ao uso das tecnologias pelas escolas, que geralmente acontece de forma meramente instrucional. Ensina-se, por exemplo, a utilizar o computador sem que haja a real necessidade de diagramar um texto para melhor comunicar aquilo que foi aprendido.
Sem dúvida, os recursos tecnológicos favorecem o desenvolvimento de uma série de capacidades e permitem o contato com linguagens variadas. A tecnologia eletrônica - televisão, videocassete, máquina de calcular, gravador e, principalmente, o computador - pode ser utilizada para gerar situações de aprendizagem com maior qualidade, ou seja, para criar ambientes em que a problematização, a atividade reflexiva, a atitude crítica, a capacidade de decisão e a autonomia sejam privilegiadas.
A simples presença de recursos tecnológicos na escola não é, por si só, garantia de maior qualidade na educação, pois a aparente modernidade pode mascarar um ensino baseado na recepção e na memorização de informações. A incorporação desses recursos tem de estar diretamente associada aos objetivos didáticos que se pretende alcançar em um projeto de trabalho.
Os projetos de trabalho não devem ser definidos em função dos recursos tecnológicos, mas, sim, incorporar esses recursos para a sua realização. Na medida em que os professores têm acesso a eles e aprendem a utilizá-los, também estão aprendendo a olhar produtos prontos de maneira mais crítica. Aprendem a tratar a informação recebida e a selecionar as informações pertinentes a que são submetidos diariamente.
Exemplos de projetos *
Título: As receitas da minha terra
Por que fazer um livro de receitas típicas do lugar onde se vive?
O projeto As receitas da minha terra tem como objetivo promover a aprendizagem da escrita por meio da produção de um livro de receitas das comidas típicas da região onde os alunos vivem. Como essa produção não envolve um processo de criação mas, sim, o registro de ingredientes e de instruções para se preparar um prato, o projeto privilegia os aspectos do como escrever. Favorece, assim, o trabalho com os alunos do primeiro ciclo, que estão em processo de alfabetização inicial. Por outro lado, o projeto também é interessante de ser trabalhado com os alunos do segundo ciclo, que já sabem escrever mas precisam avançar em aspectos relacionados à escrita das palavras, ao uso dos sinais de pontuação etc.
Além disso, este projeto permite aos alunos aproximarem-se do universo da culinária e conhecer as receitas que marcam a trajetória de sua família e a cultura local. Ao pesquisar as tradições culinárias de sua cidade e de seu estado, os alunos estarão também estudando aspectos da História e da Geografia local. Será uma oportunidade inclusive para que eles aprendam a valorizar e a preservar a pluralidade cultural que caracteriza nosso país.
A culinária representa um dos aspectos mais saborosos de uma cultura, além de ser um possível recorte para análise da História e da Geografia de um lugar. Com o estudo de sua cozinha típica, os alunos poderão perceber e compreender as alterações que os pratos sofrem ao longo do tempo, a descoberta de invenções humanas, a influência que os povos recebem de outros povos. Além disso, a culinária possui um aspecto afetivo pelo fato de os aromas e os sabores das comidas invocarem em nós lembranças e sentimentos agradáveis. A função social da refeição é importante também porque as pessoas não comem somente para se alimentar, mas para vivenciar com parentes e amigos um prazer compartilhado, um modo de ser e de viver.
O que os alunos aprenderão com este projeto?
• Ler para obtenção de informações em textos descritivos e de instruções (receitas).
• Usar procedimentos para a realização de entrevistas (aprender a perguntar e registrar informações).
• Usar a escrita como recurso de sistematização e socialização dos conhecimentos adquiridos.
• Produzir textos, utilizando estratégias de planejamento e revisão.
• Usar recursos tecnológicos (transcrição das fitas, linguagem e manuseio de gravador, computador e fotografia).
• Valorizar a cultura local.
Qual o tempo de duração do projeto?
A produção do livro de receitas das comidas típicas da região envolve uma ampla pesquisa sobre as tradições da culinária local. Para tanto, é preciso levantar os pratos, temperos e sabores característicos do lugar, identificar sua origem, experimentar algumas receitas e, é claro, produzir o livro. Por isso mesmo, é interessante que o projeto seja realizado ao longo de um semestre escolar (4 meses).
Onde pesquisar?
Livros, revistas e cadernos de receita. É possível também obter informações junto às merendeiras das escolas, quitandeiras da cidade, cozinheiros de restaurantes típicos e familiares.
Que recursos tecnológicos poderão ser utilizados?
Este projeto permite a utilização de recursos tecnológicos como a máquina fotográfica, o computador e o gravador.
Que outros produtos poderão ser gerados?
Cada aluno pode receber uma cópia do livro de receitas. No dia do lançamento do livro, poderá ocorrer também um evento de degustação de algumas das receitas tratadas no livro. Mas outros materiais - como cartazes e/ou calendários - poderão ser confeccionados, utilizando-se as mesmas imagens e textos do livro. Estes produtos poderão ser distribuídos para as outras turmas da escola e também para pessoas ou instituições da comunidade. É importante que a biblioteca da escola receba um exemplar de cada material gerado, servindo como fonte de informação para outros professores e alunos.

Título: As pessoas e as paisagens do lugar onde vivo
Por que trabalhar com a paisagem local?
O projeto As pessoas e as paisagens do lugar onde vivo tem como objetivo a organização de uma exposição de fotografias que retratem elementos culturais e naturais da paisagem local. Ao longo de seu desenvolvimento, os alunos do primeiro ciclo aprenderão a usar um recurso tecnológico (a máquina fotográfica) de forma planejada e contextualizada. E como a fotografia geralmente é acompanhada por pequenos textos descritivos, chamados de textos de referência, os alunos desse ciclo, ainda em fase de consolidação da base alfabética, produzirão textos sintéticos e objetivos sobre um conteúdo que já lhes é familiar. O nome do lugar retratado, a data da construção de um edifício ou uma breve explicação sobre a origem de uma reserva natural são exemplos de assuntos que poderão aparecer nessa produção.
Além disso, o trabalho com a paisagem local permite que os alunos aprendam a valorizar o patrimônio histórico-cultural e natural do lugar onde vivem. Quantos de nós passamos a vida sem conhecer um edifício histórico que marca a paisagem local, uma área de preservação natural do município ou os acontecimentos que fizeram o lugar onde vivemos ser aquilo que é hoje? Aqui, a escola tem um papel essencial: com atividades desenvolvidas no projeto, os alunos poderão conhecer o patrimônio histórico e natural da sua cidade ou região por meio de textos, de depoimentos de pessoas da comunidade ou de visitas ao local.
O que os alunos aprenderão com este projeto?
• Selecionar fontes de informações adequadas aos propósitos do estudo.
• Reconhecer a estrutura e organização do texto informativo.
• Usar procedimentos de leitura a partir de aspectos gráficos do texto.
• Usar a escrita como recurso de sistematização e socialização dos conhecimentos adquiridos.
• Produzir textos, utilizando estratégias de planejamento e revisão.
• Usar a máquina fotográfica enquanto recurso tecnológico para o registro da paisagem.
• Valorizar a paisagem local e o modo de vida do lugar.
Qual o tempo de duração do projeto?
A montagem de uma exposição fotográfica sobre as pessoas e as paisagens do lugar onde se vive envolve uma ampla pesquisa sobre o que será retratado, o registro através da fotografia, a seleção das fotos que farão parte da exposição, a elaboração e revisão dos textos que acompanharão as imagens e, por fim, a organização da exposição. Por isso mesmo, é interessante que o projeto seja realizado ao longo de um semestre escolar (4 meses).
Onde pesquisar?
Em revistas, jornais, livros, documentos históricos, CD-ROM, Internet, gravuras, fotografias e vídeos. É possível também entrevistar pessoas da comunidade que conheçam a história e a geografia local, consultar especialistas no assunto e instituições.
Que recursos tecnológicos poderão ser utilizados?
Este projeto permite a utilização de recursos tecnológicos como a máquina fotográfica, o computador e o gravador.
Que outros produtos poderão ser gerados?
Além da exposição de fotografias sobre o patrimônio histórico-cultural e/ou natural da cidade destinada à comunidade, os alunos poderão produzir cartões postais utilizando as mesmas imagens e textos gerados para a exposição. Este material poderá ser usado na troca de correspondência com os alunos de outros municípios participantes do Programa Escola que Vale ou até mesmo com familiares. É possível também produzir cartazes sobre os locais importantes e/ou interessantes da cidade, com o objetivo de divulgá-los entre as pessoas da comunidade. Os cartazes poderão ser afixados na escola ou no comércio do bairro.
Título: Criação de museu local
Por que fazer montar um museu?
No projeto Criação de museu local os alunos do segundo ciclo organizarão museus locais (de pessoas, brinquedos e outros), destinados à comunidade escolar, moradores da cidade e visitantes. Um museu é por excelência a instituição que tem como função a conservação do patrimônio cultural de um determinado povo, a manutenção e a valorização de sua identidade. Este projeto tem como objetivo central permitir aos alunos se apropriar e se identificar com os elementos culturais da região onde vivem, para assim compreenderem o sentido de preservá-los. Afinal, será que museu é mesmo uma coisa chata? Guardar e preservar uma coisa não é trancá-la, mas, sim, zelar por ela para poder observá-la e admirá-la. Sendo assim, um dos eixos do trabalho é a própria discussão sobre o que é considerado patrimônio cultural e que, portanto, vale a pena ser reunido e guardado, levando-se em conta as particularidades de cada região e a sua memória social.
O que temos na nossa cidade que merece tal tratamento? A realização de vários tipos de pesquisa pode colaborar na busca de resposta para a pergunta, permitindo que os alunos aprendam novas informações obtidas em diversas fontes: livros, imagens, entrevistas com pessoas da cidade ou visitas a museus, para posteriormente decidirem quais os acervos que serão eleitos como parte do museu (entendendo acervo não só objetos materiais, mas também as manifestações populares expressas por meio da arte - relatos, sons ou músicas).
A partir do envolvimento em diversas situações de aprendizagem que culminarão na criação de um museu participativo e de autogestão - em que os alunos e pessoas da comunidade interessadas no projeto poderão discutir qual o local mais adequado, esquemas de doações e de monitoria -, espera-se que os alunos valorizem cada vez mais seu patrimônio histórico-cultural, bem como a possibilidade de todo e qualquer indivíduo, anônimo ou célebre, ter a sua história de vida registrada e preservada.
O que os alunos aprenderão com este projeto?
• Usar procedimentos de pesquisa como a busca de informações em fontes variadas (livros, jornais, revistas, mapas e junto a pessoas).
• Escrever textos informativos e descritivos.
• Usar recursos tecnológicos como a máquina fotográfica, o gravador, a filmadora e os computadores para registro de informações sobre pessoas, objetos e lugares.
• Usar procedimentos para a organização de acervos, como a coleta de objetos, relatos e informações; o registro e catalogação de objetos e dados obtidos; o planejamento do espaço; a organização de exposições etc.
• Valorizar o patrimônio histórico-cultural e natural.
Qual o tempo de duração do projeto?
Um semestre escolar (4 meses).
Onde pesquisar?
Em arquivos públicos, museus, periódicos locais, livros, CD-ROM e também consultando pessoas da comunidade, a Secretaria de Cultura e Turismo e associações de defesa do meio ambiente.
Que recursos tecnológicos poderão ser utilizados?
Este projeto permite a utilização de recursos tecnológicos como máquina fotográfica, filmadora, televisão, vídeo, gravador e computador.
Que outros produtos poderão ser gerados?
Poderão ser produzidos folhetos e cartazes sobre o acervo do museu, utilizando-se textos e imagens que fazem parte da exposição. Com este material, os alunos poderão divulgar o museu entre as pessoas da comunidade, convidando-as para visitá-lo.
NOTA:
*Projetos desenvolvidos pelo Programa Escola que Vale junto a redes públicas de ensino de municípios do Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil. O Escola que Vale é uma iniciativa da Fundação Vale do Rio Doce em parceria com o Cedac - Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária -, para a melhoria da escola pública brasileira.

4 comentários:

  1. Parabens Prof. Miguel
    De muito bom gosto os seus projetos o interessante da Internet é que pesquisando encontramos conteúdos de grande importância no momento certo, obrigada pela ajuda

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  2. Parabéns Mestre Miguel, sua iniciativa e boa vontade encheu-me de novas idéias e vontade de ir em frente com meus alunos...
    São de profissionais como você que nós (seus colegas)do interior do Estado, precisamos e contamos...
    Tenha uma ano ricamente abençoado e feliz...
    Grande abraço e muito obrigada!!

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  3. Parabéns pela abordagem minuciosa de projetos dentro da geografia. Orientações deste naipe nos encoraja a repensar nossa didática dentro das salas de aula, onde o ambiente para aulas expositivas se torno quase que impróprio.

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  4. Ameiseus projeto e retirei delesmuitas idéiaspara trabalhar commeus alunos. Parabens!

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