sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tendências Geográficas Alternativas

AS ALTERNATIVAS Geográficas TENDÊNCIAS
Baseando NAS SUAS preocupações conceituais teses do positivismo Lógico, a metodologia científica formalizou-se perante ALGUMAS Posições-chave, entre em Convém destacar Quais as seguintes:
- O conhecimento científico fecundo É Aquele Baseado em fatos, eventos em colhidos No mundo empírico;
- Para quê SE POSSA ter Certeza do Conhecimento e Necessário Que Haja Verificação das hipóteses, empregando-se como Técnicas Diversas Mais do Uso de testes, e Que se chegue à Formulação de leis. O tipo de Certeza É o fornecido Pelas ciências experimentais. Em época Mais recente, O critério de refutabilidade proposto por Karl Popper Sendo a VEM tomado como Ponto básico Para a metodologia científica;
- O Procedimento científico deve-se ater semper AO Contato com uma Experiência do Mundo empírico, um FIM de evitar o verbalismo EO Erro.
A filosofia positivista caracteriza-se Pela Valorização Exclusiva dos Dados, Tais Como São coletados e observados Pela Experimentação, EO PROCEDIMENTO METODOLÓGICO Padrão É o representado Pelas ciências físicas. Essa metodologia, pois, Aplicada Deveria Ser um de Todos os ramos do conhecimento. Entre esta perspectiva da identidade fundamental de Ciências Exatas e de Ciências Humanas Antigas Apresenta raízes, e como origens SUAS volvem A tradição empirista inglesa, Que remonta um Francis Bacon (1561-1626). Nenhum Século XIX, Auguste Comte (1798-1857) delineou OS Fundamentos do positivismo, em Duas Principalmente de SUAS obras: Curso de Filosofia Positiva (1830-1842) e Discurso Sobre o Espírito Positivo (1844). Na França, Emile Durkheim (1858-1917) Foi dos um. propugnadores da Aplicação da Linha metodológica positivista Às Ciências Humanas, é isto, AO estudo dos fatos Humanos Através dos Comuns MÉTODOS das Ciências Naturais.
Inúmeros filósofos colocaram-se em POSIÇÃO contraria AO positivismo. N Que se, comunique AO Nosso Interesse Imediato, OS antipositivistas São adeptos de Uma distinção Entre as Ciências Humanas e Ciências Naturais como, e como bases SUAS Principais Foram estabelecidas Por Friedrich Hegel (1770-1831). Posteriormente, Wilhelm Dilthey (1833-1911) Estabeleceu Uma distinção clássica Que Tornou se e generalizada Entre Explicação (erklären) e Compreensão (verstehen). O MoDo séria explicativo característico das Ciências Naturais, Procuram Que O relacionamento causal fenômenos Entre os. A compreensão Seria o MoDo Típico de proceder das Ciências Humanas, estudam Não Que fatos Que possam servi explicados propriamente, Mas visam EAo Processos permanentemente vivos da Experiência humana, e extrair deles Procuram o Seu sentido. Os sentidos (Significados UO) São fornecidos, segundo Dilthey, Na Própria Experiência do Investigador e servi poderiam empaticamente apreendidos nd Experiência dos Outros.
Se um representante Nova Geografia, na História do Conhecimento geográfico, retomada e Aplicação Consciente da metodologia científica EAo SEUS Problemas, também se compenetrou de muitas das Dificuldades e Exigências metodológicas, Procurando Soluções parágrafo resolver-las. A questão da proposição de Leis em Geografia Humana, por exemplo, servir de Alerta. A formulação de Leis e essencial parágrafo caracterizar Como cientifica determinada disciplina? Michael Chisholm (1979) e Leonard Guelke (1977b) Mostraram como Dificuldades do Estabelecimento de leis Para as Atividades Humanas. Guelke, Desde 1971, vem Apresentando Entre uma distinção como ciências formuladoras de leis, Como um bis Física Química, Ciências e como consumidoras de leis, Como um EA Geologia Geografia. Entretanto, é normal e esperado Reações surgissem Que contrárias à Nova Geografia, Procurando Seguir Outras Sendas filosóficas, e contestam Que Procuram substituir OS preceitos de metodologia científica positivista de linhagem. A Geografia Humanística, a Geografia Idealista EA Geografia Radical São Três Tendências Que ganharam impeto nos anos últimos.
Geografia Humanística A.
A abordagem humanística em Geografia Como base TEM OS Trabalhos realizados Por Yi-Fu Tuan, Anne Buttimer, Edward Relph e Mercer e Powell, e Possui uma fenomenologia existencial Como a filosofia subjacente. Embora possuindo raízes Mais Antigas, em Kant, Hegel e em, OS Significados contemporâneos da fenomenologia São atribuídos à filosofia de Edmund Husserl (1859-1939). Evidentemente, Esse movimento filosófico Foi ampliado e Subsídios Vários autores forneceram Importantes, Como os tais Heidegger, entre outros Merleau-Ponty e Sartre.
A fenomenologia preocupa-se em analisar OS Aspectos Essenciais das Objetos da Consciência, Através da UM Supressão de Todos os Que Indivíduo de preconceitos POSSA ter Sobre a Natureza dos Objetos, Como OS provenientes das perspectivas científica, naturalista e do senso Comum. Preocupando-se verificar em uma das Essências apreensão, percepção e intuição Pela das Pessoas, a fenomenologia utili Como fundamental uma Experiência vivida e Adquirida Pelo indivíduo. Desta maneira, contrapõe-se como base empírica de Observações, POIs Não se interessa Pelo Objeto Nem pelo sujeito. "A fenomenologia Não Nem e Uma ciência de Objetos, Nem Uma ciência do sujeito: Ela é Uma ciência da Experiência" (Edie, 1962, citado em Entrikin, 1976).
Na ciência da fenomenologia existencial o Espaço e Espaço concebido Como presente, Diferente do Espaço da geometria e Representativo. Para quê uma perspectiva científica o Espaço e dimensional Algo se Expressa Por Uma representação. Para o fenomenólogo o Espaço contexto UM é, experienciado Como Sendo de certa Espessura, em EAo OPOSIÇÃO adimensionais Pontos mensurável do espaço. A Espessura do Espaço e Concepção nd vista do "Aqui", UM É Que Sistema de Outros Relações com Lugares, Semelhante à Espessura dos Conceitos temporais, Tais Como ágora "," Aspectos Que envolvem fazer Passado, presente e futuro.
A Geografia Humanística valorizar procuração OU A experiência do Indivíduo do grupo, compreender Visando o Comportamento e Maneiras de como SENTIR das Pessoas em Relação EAo Lugares SEUS. Para Indivíduo CADA, n CADA grupo Humano, EXISTE Uma visão do Mundo, Que se Expressa Através das SUAS atitudes e valores com o Quadro n. Ambiente. É o contexto Pelo Qual a Valoriza Pessoa e organiza o Seu Espaço EO Seu Mundo, e Nele SE relaciona. Nessa perspectiva, OS geógrafos humanistas argumentam Abordagem SUA Que Merece o Rótulo de "humanística", POIs Aspectos OS estudam fazer Homem Que São Mais distintamente Humanos: significações, valores, propósitos e METAS (Entrikin, 1976).
Como Noções de Espaço e Lugar Surgem Como Muito Importantes parágrafo Esta tendência geográfica. O Lugar e EM Aquele Que O indivíduo não se Encontra ambientado Integrado ESTÁ qual. Ele Faz parte do Mundo Seu, e dos despedaçá afeiçoes; e o "centro de significância UM OU foco de Ação emocional do homem". O Lugar, Não É Toda e qualquer Localidade, Mas Tem que Aquela significância afetiva n Uma Pessoa UO grupo de Pessoas. Em 1974, AO tentar Estruturar o setor de estudos Relacionados com uma percepção, atitudes e valores Ambientais, Yi-Fu Tuan Propôs o termo topofilia definindo-o Como "o elo afetivo Entre uma Pessoa EO Lugar OU Quadro físico".
A noção de Espaço UM envolvem complexo de Idéias. A percepção visual, o tato, o Movimento EO pensamento se combinam parágrafo dar-NOS O Nosso sentido característico de Espaço, possibilitando reconhecer um parágrafo Capacidade e Estruturar uma Disposição dos Objetos. O Reconhecimento dos Objetos implicações o Reconhecimento de intervalos e Relações de Distância Entre os Objetos e, pois, de Espaço (Tuan, 1974a). É uma distancia de Âmbito espaço-temporal, envolvem tão POIs Não como Noções de "Perto e Longe", também Mas como de Passado, presente e futuro. Todavia para, uma Geografia Humanística, a Integração espacial faz-se Mais Pela Dimensão afetiva que pela métrica. Estar Junto, proximo estar, Não Significa uma próximidade física, Mas o relacionamento afetivo com Pessoa Outra Outro Lugar OU COM. Posso Estar Morando na Cidade X, Mas me SENTIR Muito Mais Ligado à Cidade Y, qua nd vivi Por Muito tempo e Onde se Encontram Meus familiares. Os acontecimentos SEUS São significativos e tocantes Mais Que MIM Para os da Cidade nd qua Atualmente resido. Lugares e Pessoas Fisicamente Estar podem distantes afetivamente Próximos muito. Portanto, o estudo do Espaço É uma análise dos Sentimentos e idéias espaciais das Pessoas e Grupos de Pessoas.
Dessa maneira, Yi-Fu Tuan (1974a) observa que o "Espaço e Lugar Estão os sem Amago disciplina da Nossa. Sob uma perspectiva positivista uma Geografia e uma análise da Organização espacial. Sob uma perspectiva humanística o Espaço e Lugar assumem Características Diferentes muito. A Tarefa básica do geógrafo humanista É mostrar o Que São eles Através de Uma Estrutura coerente.
Da Valorização da percepção e das atitudes decorre A preocupação de verificar OS gostos, como PREFERÊNCIAS, conforme Características e particularidades como dos Lugares. Valoriza-se Também o contexto ambiental e OS Aspectos redundam Que nenhum encanto e magia dos Lugares NA, NA SUA Personalidade e distinção. Há o entrelaçamento Entre o grupo e o Lugar. Quantos Lugares nsa encantam Pelo Que Possuem Típico? Entretanto com uma Expansão CADA Vez Tecnologia da Maior, da massificação, de Transporte das facilidades da Organização e do Consumo, idênticos Encontramos Elementos em Todas Quase como localidades. Os mesmos cartazes de propaganda, OS mesmos Produtos alimenticios, OS mesmos Meios de Transporte, OS mesmos Tipos de construções e edificios, como mesmas figuras Para o divertimento infantil São encontrados De modo generalizado, NAS Grandes e Pequenas Cidades, Nas regiões e Países Mais Variadas . Isso repre o Processo de universalização, o da descaracterização do lugar, Que foi tema de UM dos Trabalhos de Edward Relph (1976).
nuanças Evidentemente, internas existem. Os trabalhos de Yi-fu Tuan São Mais candentes de humanismo, de Anne Enquanto os Buttimer e Edward Relph São Mais expressivos Pela Aplicação da perspectiva fenomenológica. Como representativos dessa perspectiva geográfica humanística inserimos O trabalho pioneiro de David Lowenthal (1961), complementado Pelos Artigos de Anne Buttimer (1976) e Yi-Fu Tuan (1976). Para Uma Ampliação do setor Desse Conhecimento, São Úteis como leituras das obras de Edward Relph (Place e placelessness, 1976), as de Yi-Fu Tuan (topofilia, 1974; Espaço e Lugar, 1976; paisagem de medo, 1979), a EA coletânea Geografia Humanística, Ley e Samuels (1978).
B. Geografia Idealista
A Geografia Idealista representantes Tendência parágrafo valorizar A compreensão das Ações fenômenos envolvidas nos, Procurando focalizar o Seu aspecto interior, Que É o pensamento subjacente Às Atividades Humanas. interior EO O filósofo e historiador RG Collingwood, em SUA obra A idéia de história, considerações de 1956 Que Uma Ação Compreende Dois Aspectos: o exterior. Todos Compreende O exterior OS Aspectos de Uma Ação passíveis de Descrição em Função de corpos e de Movimentos SEUS, enquanto uma parte interior das Ações É o pensamento subjacente EAo SEUS Aspectos observáveis (a parte exterior SUA). Essa perspectiva collingwoodiana Foi acatada Por Leonard Guelke, vem que aplicando-a NA Geografia. Em 1974, apresentou Características básicas da geografia idealista, e posteriormente SUA Mostrou uma potencialidade de Aplicação nd geografia histórica (1975) e na geografia regional (1977).
Descontente com uma Característica Pragmática assumida Pela Nova Geografia, Guelke (1975) observa que valor "Para muitos o pragmático de Trabalhos da Nova Geografia e o aspecto um Único fornecer-Ihe Uma justificativa Maior Para a SUA Existência. Se analisarmos a Nova Geografia Função Somente em da SUA Contribuição à disciplina intelectual, OS RESULTADOS São escassos. Mas isso Não é surpreendente. Os novos geógrafos Simplesmente aplicavam Técnicas Mais sofisticadas Dentro do velho contexto hartshorniano. Em outras palavras, OS Novos geógrafos estiveram Basicamente OS Relacionados com Atributos Externos dos fenômenos e com sua "Associação espacial. Por essa razão, prossegue O referido geógrafo, "A abordagem positivista atingir em Fracassa A dimensão crucial do comportamento humano, principalmente o pensamento subjacente um elemento. O idealismo e Uma alternativa AO positivismo, Tomando Plena Consideração da Dimensão do Pensamento Humano nenhum comportamento. O Que considerações idealista como Ações Humanas Não explicadas adequadamente podem Ser um Menos Que se compreenda o pensamento subjacente uma ELAS. Onde o positivista Procura Explicar o Comportamento Como Uma Função Atributos dos fenômenos dos Externos, o idealista procuração em compreendê-lo Em termos Internos dos Princípios do OU Indivíduo do grupo envolvido outras. Em palavras, o idealista Tenta Explicar Os padrões de paisagens repensando Pensamentos das Pessoas SO OS Que criaram ". (Guelke, 1975).
Em seu artigo de 1974, Guelke Que observa o geógrafo Humano ESTÁ interessado principalmente na forma qua Uma Ação Pela POSSA se desenrolar, em "compreender A resposta racional Para o fenômeno, Mas não nd Explicação do fenômeno em si". As formas de Atividades Humanas, níveis em individual e social, modificaram e transformaram uma Superfície terrestre. Assim, "O Objetivo do geógrafo idealista Humano É compreender o Desenvolvimento da Paisagem cultural da Terra AO Revelar o pensamento Que jaz Atrás DELE".
Considerando Que CADA OU Pessoa Que grupo social Possui determinada visão do Mundo, e como Decisões São Tomadas em Virtude do Conhecimento teórico e conceitual Que Possui O indivíduo, então "Uma Pessoa não atuará em consonância com Mundo SUA Compreensão Sobre ele". Como a Atividades Humanas expressas nd Superfície Terrestre São oriundas das Decisões Tomadas Pelos Grupos OU indivíduos sociais ", deve-se Descobrir o Que eles acreditavam e Não Por que acreditavam. Deve-se Refazer o pensamento, Procurando Descobrir o MoDo Pelo geográfico Agente qua UM Situação SUA construiu um FIM de se observar o elo Entre pensamento e ação. Nessas circunstancias, "o geógrafo Humano Tenta Simplesmente Reconstruir o pensamento Que Sustenta como Ações Foram encetadas que. Não SUAS PRÓPRIAS exi de teorias, PORQUE ESTÁ NAS interessado teorias expressas NAS Ações do Indivíduo Que ESTÁ Sendo investigado. "Por essa razão," a meta de hum geógrafo idealista Humano É UM RELATO prover Verdadeiro e SUA Explicação ".
Ao considerar um Elaboração de verdadeiros "relatos e SUA Explicação", a Geografia Idealista assume POSIÇÃO ideográfica em nomotética da Vez. Por outro lado, A SUA Focalização Maior E na Tendência histórica Que nd espacial. Entretanto, Leonard Guelke AO sugerir o Princípio de Verificação e adotar o empirismo epistemológico EA objetividade ESTÁ NA ciência se encaixando nsa moldes do positivismo Lógico, sem propor Realmente Uma perspectiva substituta Para a Nova Geografia. Procura, principalmente, reformular OS Aspectos da geografia praticada soluço OS Princípios do positivismo, apontando uma Necessidade eA Importância de Incluir Também se como preocupações com OS Pensamentos n Humanos efetiva Compreensão das Organizações espaciais.
C. Geografia Radical
nsa Tendência Outra estudos geográficos, Que se Iniciou na década de 1960, ESTA COM relacionada um Radical Geografia. Em Virtude do Ambiente contestatório Nos Estados Unidos, sessenta anos nos, em Função da guerra do Vietnã, da Luta Pelos Direitos Civis, da crise da Poluição e da urbanização, surgiu Uma Corrente geográfica preocupada em Ser crítica e atuante. Vários Adjetivos São mencionados parágrafo caracterizá-la, Tais Como geografia crítica, de relevância social, marxista e radical. Dentre eles, considero Ser um Denominação Geografia Radical Mais ABRANGENTE e significativa, designando Tudo o Que Seja de tendência esquerdista postura contestatória de EA SEUS praticantes.
Através de Pequenos Grupos de professores e alunos em Diversas Universidades Americanas (John Hopkins, Clark, Simon Fraser e outras), a leitura EA Análise das obras de Marx e Engels Foram Aspectos Destacados não Movimento da Geografia Radical, a Fim de procurar focalizações Para a análise marxista do espaço. Em 1974 fundou-se uma União dos Geógrafos SOCIALISTAS (União dos Geógrafos Socialistas), em Toronto, Que se Encontra Organizada com base em federações Locais e sem Possuir Uma Sede central. A partir de 1975, ELA SE Tornou Responsável Pela publicação da revista USG Newsletter. Outro Ponto Importante Na evolução da Geografia Radical Foi a publicação do livro de David Harvey - Social Justice and the City, 1973 -, Que foi uma Primeira Tentativa de apresentar Uma síntese e hum marco teórico Para a análise marxista do urbano espaço. Representando a relevância da Linha social surgiu em 1977 a obra de David M. Smith - Geografia Humana: uma abordagem bem-estar -, propondo uma reformulação da Geografia Humana. Nos Estados Unidos Desde 1969 ESTÁ Circulação em uma revista Antipode: uma revista radical de Geografia, com periodicidade semestrais, Que o representante Veículo Mais constante Desse Movimento geográfico, embora tenham Importantes Contribuições Por Sido publicadas Diversas Geográficas Outras revistas. Na França, o Movimento da Geografia Radical É liderado Por Yves Lacoste, Cujo grupo se Tornou Responsável Pela revista Heródoto, Editada Sendo vem que Desde 1976. Nenhum Canadá, recentemente o Cahiers de Géographie de Québec (vol. 22, n º 56, de 1978) Um número especial dedicou AO estudo do marxismo e geografia. Na Inglaterra, Diversos Trabalhos significativos Estão os inseridos em periódicos SEUS Tradicionais. Richard Peet, Mais UM dos eminentes geógrafos radicais, organizou Uma coletânea A propósito da Radical Geography, em 1978, Exemplificando OS Vários temas analisados Pelos geógrafos radicais. O desenvolvimento da Geografia Radical Nos Estados Unidos Foi delineado Por Richard Peet, em 1977.
A Geografia Radical visto Também ultrapassar e substituir a Nova Geografia. Os SEUS propugnadores consideram a Nova Geografia Como Sendo Pragmática, alienada, objetivada nenhum estudo dos Padrões espaciais e Não Processos n º s e Problemas sócio-econômicos e função com grande ideológica. Desta maneira, ELA procuração em analisar Primeiro Os processos sociais, e Não OS espaciais, AO inverso Do que se Costumava Praticar nd geografia teorético-quantitativa. Nessa Focalização, encontra-se implícito o Esforço nd Tentativa de Integrar Os processos sociais e espaciais OS não da Realidade estudo. A Geografia Radical interessa-se Pela análise dos Modos de Produção e operacional das Formações sócio-econômicas. Isto porque o marxismo Como considerações fundamentais OS Modos de Produção, enquanto que Formações sócio-econômicas espaciais (Formações econômicas e sociais de São UO) como resultantes. Como Formações Atividades dos Modos de Produção constroem e diferentes geram. CADA Modo de Produção, socialista OU capitalista, por exemplo, reflete-se em Formações sócio-econômicas espaciais distintas, Cujas Características da Paisagem geográfica analisadas e compreendidas devem servi.
Para a análise dos Modos de Produção e das Formações sócio-econômicas, OS geógrafos radicais base TEM Por uma filosofia marxista. Inserida nenhum contexto radical do Movimento cientifico, POR ELA TEM OBJETIVO Colaborar ativamente Para a Transformação radical da sociedade capitalista em socialista da direção, Através do Incentivo à revolução. Por essa razão, a Geografia Radical Marxista Ser DEVE (Folke, 1972). Com o fito de atingir os tais objetivos, surge uma ênfase Sobre os Temas de relevância social, a Fim de incentivar Os mecanismos das lutas de classe, tais como: A pobreza, como Desigualdades e injustiças sociais como, a Deterioração dos Recursos Ambientais, como Desigualdades espaciais e sociais NAS Estruturas Urbanas e outros. Nesta perspectiva, o tema do "bem-estar social" Não Como surge novo ramo da Geografia, Mas Definição da Pará "Uma geografia humana nova" (Smith, 1977). Considerando que A Nova Geografia provocou Uma "revolução Teorética e quantitativa", o Posicionamento Preocupação com um radical EA relevância social "Propostas Sendo a VEM Como indicadoras da" segunda revolução nd geografia humana "(Smith, 1971, 1977). Pressupondo Que como injustiças sociais e como Desigualdades espaciais e São estigmas das Sociedades capitalistas, e dos objetivos visados Diante, Compreende-se Por que a Geografia Radical surgiu e se desenvolveu sem seio dos Países capitalistas, nsa Principalmente ESTADOS UNIDOS NA e Inglaterra. Embora existam acentuadas Desigualdades sociais e espaciais SOCIALISTAS Nos países (Fuchs e Demko, 1979), Elas não mencionadas Nem São estudadas Pelos geógrafos radicais.
Costuma-se criticar uma ciência positivista de Ser engajada ideologicamente e de Não apresentar uma neutralidade analítica muitas Vezes propugnada. Nesse Conjunto, uma Nova Geografia recebe uma parcela de admoestação SUA. Todavia, a Geografia Radical Não se comporta de MoDo Diferente, Mas ESTÁ vinculada ideologicamente e Sendo Elemento n Predeterminado Político UM OBJETIVO.
Outro aspecto de suma importância refere-se A questão metodológica. A Nova Geografia Baseia-se nsa Procedimentos da metodologia cientifica, enquanto uma Geografia Radical se Assenta Procedimentos metodológicos nsa do matemáticos dialéticos. É tema polémico mostrar Qual dos Procedimentos É o Mais Adequado. A FIM de considerar Procedimentos metodológicos Que OS Baseados positivismo não Iógico São inadequados, em Vários textos radicais o termo "cientifico surge com" conotação pejorativa. refutar Por Outro lado, digladiam-se temas Como uma objetividade EA exigência de Verificação e refutabilidade nd metodologia cientifica, EO dogmatismo EA impossibilidade de verificar se e como marxistas Explicações Dadas EAo fenômenos sócio-espaciais. Na perspectiva positivista de Respostas e Soluções como podem Ser erradas e modificadas; procura-se melhorá-las e verificar SUA Validade Pela refutação. Na perspectiva Marxista como proposições Não verificadas podem Ser Nem colocadas soluço refutação. dogmáticas São Elas e As respostas e soluções São Mais Importantes Que Problemas OS. Encontram-se prontas Já como marxistas Soluções Para os Problemas do Mundo. QUANDO Uma Situação Não preenche como pressuposições aventadas, ELA DEVE Ser modificada e alterada radicalmente. Nenhum setor da metodologia, OS geógrafos radicais têm-se esforçado em Fazer Uma profunda e critica Intensa Sobre as perspectivas positivistas e funcionalistas imperantes nd Geografia. Mas não se E.U.A. da MESMA Preocupação e Critérios n analisar uma perspectiva marxista nd Geografia. O livro de Gregory ciência ldeology Derek e geografia humana, de 1978, É UM bom exemplo.
Várias nuanças e preocupações podem vislumbradas Ser nd gama variada das Contribuições dos geógrafos radicais. Em análise SUA Sobre a Geografia Radical anglo-saxonica, Maria Dolores Garcia (1978) esquematiza-Guia Quatro Tendências:
- Linha de anarquista orientação, centralizada nd Universidade de Simon Fraser e na de Clark, Nesta última salientando O trabalho de Richard Peet. This Linha remonta SUAS origens EAo Trabalhos pioneiros de Peter Kropotkin e Elisée Reclus;
 
- Linha de Orientação popular-radical, Que se caracterizá Pelo Contato direto dos geógrafos com Populações como das áreas e dos bairros investigados serem um. O geógrafo participação e orientação A população parágrafo solucionar SEUS Problemas e traçar como reivindicações SUAS. A obra de William Bunge (1971), é exemplo Desse tipo de Procedimento;
- Linha com orientação para o Terceiro Mundo, exemplificada Pelos Trabalhos de Blaut JM (1973, 1975, 1976), Destinados a propor análises Sobre o Desenvolvimento EO imperialismo, entre outros temas Vários;
- Linha de marxista orientação, Que se Baseia nenhum estudo das obras de Marx e Engels, Na Procura de Fundamentos teóricos e Na Sua Aplicação EAo Problemas sócio-econômicos de Expressão espacial. Os trabalhos de David Harvey (1973, 1974, 1975, 1976) São expressivos Como Exemplos Dessa Orientação.
Em língua portuguesa encontram-se Disponíveis Diversas obras e ARTIGOS Relacionados com um Radical Geografia. Entre as Traduções Convém mencionar, como obras de Yves Lacoste (A Geografia Serve Antes de Mais Nada a Fazer n º Guerra, 1977), de Massimo Quaine (Marxismo e Geografia, 1979) e de David Harvey (Justiça Social eA Cidade, 1980), Além do artigo de James Anderson (1977), sobre uma ideologia nd Geografia. Entre os geógrafos brasileiros, Milton Santos VEM salientando-se nessa perspectiva geográfica, ARTIGOS Através de Diversos e de Duas obras Mais expressivas, denominadas Por Uma Geografia Nova (1978) e Economia Espacial (1979). Carlos Gonçalves (1978) e Ruy Moreira (1979) elaboraram Já ARTIGOS Também nessa temática engajados.

Transcrito do livro Problèmes de Géogrephie Humaine (Paris, Librairie Armand Colin, 1952), p. 25-34. Tradução de Jaci Silva Fonseca.

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